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Radiofrequência vs infiltração: quando cada uma é indicada para dor

Compare radiofrequência e infiltração guiada por imagem no tratamento da dor crônica. Saiba quando cada procedimento é mais indicado.

  • 12/08/2026
  • AVA Clínica
  • Conteudo informativo
Médico avaliando exames de imagem para definir procedimento de dor crônica

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12/08/2026 AVA Clínica

A infiltração guiada por imagem e a radiofrequência são dois dos procedimentos mais importantes da medicina da dor intervencionista. Embora compartilhem o objetivo de aliviar a dor crônica, possuem mecanismos de ação, indicações e durações de efeito distintos. Compreender quando cada um é mais adequado ajuda o paciente a entender o racional do plano terapêutico proposto pelo especialista.

Dois pilares da medicina da dor intervencionista

A medicina da dor intervencionista utiliza procedimentos minimamente invasivos, guiados por imagem, para tratar a dor de forma direcionada e precisa. Entre as diversas técnicas disponíveis, a infiltração e a radiofrequência ocupam posições centrais e frequentemente se complementam no mesmo plano terapêutico.

Ambos os procedimentos são realizados em ambiente ambulatorial, sob anestesia local, com guia de imagem (ultrassonografia ou fluoroscopia) e não requerem internação hospitalar. A diferença fundamental está no que cada um faz ao chegar ao alvo.

Infiltração guiada por imagem

A infiltração guiada por imagem consiste na deposição de substâncias medicamentosas diretamente no local responsável pela dor — uma articulação, uma bursa, um tendão, um nervo ou o espaço ao redor de uma raiz nervosa.

Função diagnóstica e terapêutica

Um dos grandes diferenciais da infiltração é sua dupla função:

  • Diagnóstica — quando o médico injeta anestésico local em uma estrutura suspeita e a dor alivia significativamente, isso confirma que aquela estrutura é a fonte da dor. Essa informação é fundamental para guiar os próximos passos do tratamento;
  • Terapêutica — a combinação de anestésicos locais com corticosteroides ou outras substâncias (ácido hialurônico, PRP) reduz a inflamação e promove alívio da dor.

Substâncias utilizadas

  • Anestésicos locais (lidocaína, bupivacaína) — bloqueio imediato da dor;
  • Corticosteroides — ação anti-inflamatória potente, com efeito em dias a semanas;
  • Ácido hialurônico — viscossuplementação articular, especialmente em artrose;
  • Plasma rico em plaquetas (PRP) — estímulo de regeneração tecidual.

Características

  • Início do alívio — imediato (anestésico) a dias (corticosteroide);
  • Duração do efeito — variável: semanas a meses, dependendo da condição e da substância;
  • Repetibilidade — pode ser repetida, respeitando intervalos adequados (especialmente com corticosteroides);
  • Principal limitação — o efeito é temporário na maioria dos casos, pois não modifica a transmissão nervosa.

Radiofrequência

A radiofrequência utiliza energia eletromagnética aplicada diretamente sobre o nervo responsável pela transmissão do sinal de dor. Diferente da infiltração, que deposita medicamento no local, a radiofrequência age sobre o próprio nervo, modificando sua capacidade de transmitir dor.

Modalidades

  • Radiofrequência contínua (ablativa) — eleva a temperatura a 60-80 graus Celsius, causando lesão térmica controlada no nervo. Indicada principalmente para dor facetária e sacroilíaca;
  • Radiofrequência pulsada (neuromoduladora) — emite pulsos intermitentes que modulam a atividade nervosa sem causar lesão. Indicada para neuralgias e dor neuropática.

Características

  • Início do alívio — gradual, consolidando-se em 2 a 4 semanas;
  • Duração do efeito — 6 a 18 meses (contínua) ou 3 a 6 meses (pulsada);
  • Repetibilidade — pode ser repetida quando o nervo se regenera e a dor retorna;
  • Principal vantagem — alívio significativamente mais prolongado do que a infiltração isolada.

Quando escolher infiltração

A infiltração guiada por imagem tende a ser a escolha preferencial nas seguintes situações:

Como primeiro procedimento

Em muitos casos, a infiltração é o primeiro passo do tratamento intervencionista. Ela permite:

  • Confirmar o diagnóstico — se a infiltração alivia a dor, confirma-se a estrutura-alvo;
  • Avaliar a resposta do paciente a procedimentos minimamente invasivos;
  • Oferecer alívio enquanto se planeja o próximo passo terapêutico.

Condições inflamatórias agudas

  • Bursites — subacromial, trocantérica, do joelho;
  • Tendinites e tendinopatias — ombro (manguito rotador), cotovelo (epicondilite), tornozelo;
  • Artrites em crise — surtos inflamatórios articulares localizados.

Dor articular degenerativa

  • Artrose de joelho, quadril, ombro ou mãos — viscossuplementação com ácido hialurônico;
  • Artrose facetária — bloqueio diagnóstico e terapêutico antes de considerar radiofrequência.

Dor radicular (ciática)

  • Infiltrações epidurais ou bloqueios foraminais — para alívio de dor radicular causada por hérnia de disco ou estenose foraminal.

Quando escolher radiofrequência

A radiofrequência é mais indicada quando se busca alívio prolongado em condições específicas:

Dor facetária confirmada

Após bloqueios diagnósticos confirmarem que as articulações facetárias são a fonte da dor, a radiofrequência contínua do ramo medial é o tratamento de escolha para alívio duradouro.

Dor sacroilíaca

A radiofrequência dos ramos laterais do sacro oferece alívio prolongado para dor originada na articulação sacroilíaca, especialmente quando infiltrações prévias confirmaram a articulação como fonte.

Neuralgias

A radiofrequência pulsada é indicada para neuralgias — neuralgia do trigêmeo, neuralgia occipital, neuralgia intercostal — onde a neuromodulação pode oferecer alívio sem lesão nervosa definitiva.

Dor crônica refratária a infiltrações

Quando infiltrações repetidas oferecem alívio consistente mas de curta duração, a radiofrequência pode proporcionar o mesmo alívio por um período significativamente maior.

Abordagem sequencial: infiltração diagnóstica seguida de radiofrequência

Na prática clínica, infiltração e radiofrequência frequentemente são utilizadas de forma sequencial e complementar, em uma estratégia que maximiza a eficácia e a segurança do tratamento.

Etapa 1: Bloqueio diagnóstico

O médico realiza uma infiltração com anestésico local no nervo ou estrutura suspeita de ser a fonte da dor. Se o paciente relata alívio significativo (geralmente acima de 50-80% de redução da dor) durante o período de ação do anestésico, a estrutura-alvo é confirmada.

Etapa 2: Confirmação

Em muitos protocolos, um segundo bloqueio é realizado para confirmar a resposta. Dois bloqueios positivos aumentam significativamente o valor preditivo para o sucesso da radiofrequência.

Etapa 3: Radiofrequência

Com a confirmação diagnóstica, a radiofrequência é realizada no mesmo nervo, agora com a confiança de que a intervenção está direcionada à fonte correta da dor. Essa abordagem baseada em evidência eleva a taxa de sucesso do procedimento.

Etapa 4: Acompanhamento

Após a radiofrequência, o paciente é acompanhado para avaliar a resposta, ajustar o tratamento complementar (medicamentos, reabilitação) e programar nova intervenção caso o alívio diminua ao longo do tempo.

Essa abordagem sequencial é um dos pilares da medicina da dor moderna — diagnóstico preciso antes da intervenção definitiva.

Radiofrequência e infiltração na AVA Clínica

Na AVA Clínica em Fortaleza, os procedimentos de infiltração guiada por imagem e radiofrequência são realizados pelo Dr. Enrico Pinheiro (CRM CE 16583), neurocirurgião e especialista em medicina da dor. Todos os procedimentos são guiados por imagem e seguem protocolos baseados em evidência, com avaliação clínica detalhada e abordagem sequencial quando indicado.

Agende sua avaliação

Se você convive com dor crônica e deseja saber qual procedimento é mais indicado para o seu caso, agende uma consulta de avaliação. O especialista identificará a origem da dor e definirá a estratégia terapêutica mais adequada — seja infiltração, radiofrequência ou a combinação de ambos.

Entre em contato pelo WhatsApp da AVA Clínica e nossa equipe organizará o melhor horário para você.

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