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As olheiras são uma das queixas mais frequentes nos consultórios de dermatologia. Mais do que uma questão estética, elas afetam a autoestima e a percepção de saúde — um rosto com olheiras profundas transmite cansaço e envelhecimento, mesmo quando a pessoa está descansada e saudável. O que muitos não sabem é que “olheira” não é um diagnóstico único: existem diferentes tipos, com causas distintas, e cada um exige uma abordagem específica. Entender a origem da sua olheira é o que permite escolher o tratamento adequado.
Tipos de olheiras: cada uma tem uma causa
A região periocular possui a pele mais fina de todo o rosto, o que a torna especialmente vulnerável a alterações de cor, volume e textura. Os principais tipos de olheiras são:
Olheira pigmentar
Causada pelo excesso de melanina depositada na pele da região dos olhos. Apresenta-se como uma mancha acastanhada ou amarronzada, mais comum em pessoas com fototipos mais altos (peles morenas e negras). Fatores como exposição solar, dermatite atópica e predisposição genética contribuem para o seu aparecimento.
Olheira vascular
Resulta da transparência dos vasos sanguíneos através da pele fina da pálpebra inferior. Tem coloração azulada ou arroxeada e tende a se acentuar com cansaço, falta de sono, alergias e tabagismo. É mais evidente em peles claras.
Olheira estrutural
Também chamada de sulco lacrimal ou vale da lágrima, é causada pela perda de volume do tecido adiposo e pela reabsorção óssea da região periocular que ocorrem com o envelhecimento. Cria uma sombra que dá a impressão de escurecimento, mesmo sem alteração de pigmento ou vasos. É a forma mais associada ao envelhecimento facial.
Olheira mista
Na prática clínica, a maioria dos pacientes apresenta uma combinação de dois ou mais tipos. A avaliação dermatológica é essencial para identificar quais componentes estão presentes e direcionar o tratamento de forma precisa.
Por que as olheiras aparecem
As olheiras são multifatoriais. Compreender os fatores envolvidos ajuda a entender por que elas são tão persistentes e por que uma única solução raramente resolve o problema.
- Genética — a predisposição familiar é um fator importante, influenciando a quantidade de melanina, a espessura da pele e a anatomia da região;
- Envelhecimento — a perda progressiva de colágeno, gordura e sustentação óssea aprofunda o sulco lacrimal e torna os vasos mais visíveis;
- Exposição solar — estimula a produção de melanina na região periocular, agravando as olheiras pigmentares;
- Dermatite atópica e alergias — o hábito de coçar os olhos causa inflamação crônica e hiperpigmentação pós-inflamatória;
- Privação de sono — a vasodilatação causada pelo cansaço acentua a olheira vascular;
- Tabagismo e má hidratação — comprometem a microcirculação e a qualidade da pele, acelerando o envelhecimento da região.
Quando cremes não resolvem
O mercado de dermocosméticos oferece uma variedade enorme de cremes para olheiras, e muitos pacientes chegam ao consultório após anos de tentativas frustradas. Isso acontece porque os cosméticos têm limitações reais:
- Para olheiras estruturais — nenhum creme é capaz de repor o volume perdido no sulco lacrimal. O problema é anatômico, não cutâneo;
- Para olheiras vasculares — cosméticos podem oferecer alívio temporário, mas não alteram a espessura da pele nem a fragilidade vascular de forma significativa;
- Para olheiras pigmentares — cremes clareadores podem ajudar em casos leves, mas olheiras pigmentares profundas ou de componente dérmico respondem pouco a tratamentos tópicos isolados.
Isso não significa que os cosméticos sejam inúteis — eles fazem parte do cuidado de manutenção. Mas quando a olheira é moderada a severa, o tratamento dermatológico oferece resultados que os cremes sozinhos não conseguem alcançar.
Tratamentos dermatológicos para cada tipo
A abordagem terapêutica das olheiras deve ser personalizada, considerando o tipo predominante, a anatomia do paciente e suas expectativas.
Preenchimento com ácido hialurônico
O preenchimento facial é uma das principais opções para olheiras estruturais. O ácido hialurônico é injetado no sulco lacrimal e nas áreas de perda de volume, suavizando a depressão e a sombra. Por ser uma área delicada, pode haver inchaço prolongado, irregularidades ou tom azulado (efeito Tyndall) e, raramente, complicação vascular — por isso a indicação é criteriosa. O resultado é imediato e dura, em média, 12 a 18 meses. A técnica exige experiência e conhecimento profundo da anatomia periocular, pois a região tem particularidades vasculares que demandam precisão.
Laser dermatológico
Diferentes tipos de laser dermatológico atuam sobre componentes específicos da olheira. Para olheiras vasculares, lasers vasculares reduzem a visibilidade dos vasos dilatados. Para olheiras pigmentares, lasers que atuam na melanina promovem o clareamento gradual da região. Em ambos os casos, geralmente são necessárias múltiplas sessões para alcançar o resultado desejado.
Peeling químico
Peelings específicos para a região periocular, com ácidos como o retinoico, o glicólico ou o mandélico em concentrações controladas, promovem a renovação celular e a redução do depósito de melanina. São mais indicados para olheiras pigmentares de componente epidérmico.
Microagulhamento
O microagulhamento periocular estimula a produção de colágeno e melhora a qualidade da pele na região, além de aumentar a penetração de ativos clareadores. É uma opção versátil que pode beneficiar tanto olheiras pigmentares quanto vasculares leves.
Bioestimuladores de colágeno
Bioestimuladores não são aplicados diretamente na pálpebra ou no sulco lacrimal, pelo risco de nódulos. Em alguns casos, podem ser usados na região malar vizinha para melhorar a sustentação, a critério médico.
Quando o tratamento é cirúrgico
Quando há excesso de pele nas pálpebras ou bolsas de gordura evidentes, o tratamento costuma ser cirúrgico. A AVA Clínica não realiza essa cirurgia; nesses casos, orienta o encaminhamento para cirurgião plástico ou oftalmologista e pode fazer a avaliação dermatológica da região dos olhos.
Cuidados diários que ajudam
Embora os tratamentos dermatológicos sejam a base para resultados significativos, hábitos diários contribuem para a manutenção e a prevenção do agravamento das olheiras.
- Fotoproteção periocular — uso diário de protetor solar na região, de preferência com proteção contra luz visível, e óculos de sol com filtro UV;
- Dermocosméticos específicos — cremes com vitamina K (melhora vascular), retinol em baixa concentração (estímulo de colágeno), vitamina C (clareamento e antioxidante) e cafeína (ação descongestionante);
- Hidratação adequada — tanto tópica quanto sistêmica, mantendo uma boa ingestão de água ao longo do dia;
- Qualidade do sono — o descanso adequado reduz a vasodilatação e melhora a aparência geral da região;
- Evitar esfregar os olhos — o atrito crônico causa inflamação e pigmentação.
O primeiro passo é a avaliação
Olheiras são uma condição com múltiplas causas e nenhum tratamento funciona para todos os tipos. A avaliação dermatológica permite identificar exatamente qual tipo de olheira predomina, quais fatores estão envolvidos e qual é a estratégia terapêutica mais adequada para cada caso.
Na AVA Clínica em Fortaleza, a região periocular é tratada com procedimentos minimamente invasivos — como preenchimento e laser dermatológico — para os casos com componente vascular, pigmentar ou estrutural. Quando a indicação é cirúrgica, orientamos o encaminhamento para um oftalmologista ou cirurgião plástico de confiança.
Se as olheiras são uma queixa que afeta o seu dia a dia, entre em contato pelo WhatsApp da AVA Clínica e agende sua consulta de avaliação.


